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VOLTAREMOS EM BREVE


DESAPEGO, OU A TERCEIRA PERNA



02:53, 21/11/20...]:Era início da madrugada quando, cansada de esperar pelo que não vinha, ela decidiu que era preciso partir, mas não como vinha partindo, aos poucos, uma gota a mais à cada dia. Ela precisava praticar o desapego, desesperadamente, antes que seu vício na dor cotidiana a fizesse sucumbir. Precisava desapegar-se dele, deixá-lo ir. 

Refletiu pela milionésima vez que qualquer pessoa em sã consciência e racional veria a pessoa a quem ama indo por entre os dedos e tentaria algo pra impedir isso... Mas o problema era seu apego a ele, à história de uma década e ao carinho e proteção que ele lhe dava em todos os momentos difíceis, porque não houvera um único momento complicado nesses 10 anos em que ele tenha soltado sua mão... Sempre que ela estivesse no fundo do poço ele estaria lá, estendendo a mão para tirá-la do vazio em que ele mesmo a colocara, como sempre esteve.

Porém era um vício. E toda vez em que pensava nas palavras temia que alguma delas fosse a responsável por sua partida. Era como se ela estivesse em um processo de edição constante, escrevendo, lendo, apagando, reescrevendo, sendo criteriosa com as palavras, porque era apegada a ele.

Mas ele planejava os dias, com o mesmo critério, para se manter distante, no tempo, no espaço, em algum universo paralelo que ela, por mais que tentasse, não conseguia acessar. E, como quem parte um cadáver para dar-lhe um outro fim qualquer, ele a dilacerava silenciosamente. Para depois salvá-la das intempéries da vida. Ele era uma ótima pessoa, com um coração brilhante, pronto a ajudar a qualquer necessitado que aparecesse, principalmente a ela, frágil e inútil criatura feminina. Ele, um ser apaixonante. Ela, lutando consigo mesma na tentativa de tornar-se, ainda, um ser.

No fundo ela sabia de si, que era grande, e que ele temia o seu imenso tamanho. Ela, entretanto, precisava de sua aprovação, sem nem saber ao certo porque e pra quê. Mas precisava disso tanto quanto precisava pagar as contas, resolver e criar problemas, respirar e ouvir músicas antigas. Ele, então, a fazia frágil, porque sabia que sua envergadura a levaria para longe, e não voando ela não iria embora, porque ela mesma se sabotava, apegando-se a ele. Ele ou ela, nenhum dos dois era racional.

Deitada, ela racionalizava coisas que queria dizer há tempos. Exigia dele que lhe devolvesse seu equilíbrio, que ela comodamente depositara em suas mãos. Não queria, de fato, ser responsável por si. Era como uma terceira perna da qual necessitava para andar, e mesmo sendo ela um incômodo e a atrapalhando, não se livrava dela, porque aí não teria a desculpa para não viver e teria de arcar com as consequências dos atos... E deixar os outros a desequilibrarem era mais doloroso, porém mais fácil, porque nunca seria culpa sua.

Ela queria se descobrir. Se reequilibrar. E ele não voltaria. Seu desapego a fizera cortar fora sua perna, vendo-o esvair-se em sangue, enquanto ela, finalmente, conseguia dormir.

Por Lady

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Hoje senti sua falta


Hoje senti sua falta, como sempre sinto. 
Senti saudades de mim, saudades de você, 
saudades de nós, saudades da minha felicidade, 
do seu sorriso, do seu viver. 
Hoje mais do que nunca senti sua falta. 
Falta dos teus olhos, 
falta dos meus olhos nos seus. 
Falta do seu olhar, 
falta da alegria no meu olhar. 
Hoje senti que preciso de você, 
senti sua falta. Falta de ouvir "amor meu", 
falta de ser o amor seu. 
Falta de 
ter com quem falar, 
falta de ter você comigo! 
Sinto saudades, saudades de você.
Saudades do seu carinho...
Saudades da sua certeza...
Saudades da menina, da mulher.
Saudades de você, amor meu...
Senti falta de ouvir que sou o amor seu... 
Hoje senti sua falta, como sempre sinto...
Saudade de você meu anjo


Autor: Desconhecido
Retirado: PENSADOR

BOA NOITE LEITORES